quarta-feira, 16 de setembro de 2015

*O PERIGO DA BEXIGA CHEIA EM ACIDENTES*

Algumas vezes uma informação sobre saúde ouvida uma única vez pode ser relembrada por toda a vida,  gerando um comportamento preventivo.  
Esse foi o impacto de uma palestra, proferida por um cirurgião de um pronto socorro cujo tema era a ruptura de bexiga por acidentes automobilísticos. 
Após a  palestra os banheiros estavam repletos e os comentários sobre ir ao toalete antes de entrar em um veículo eram enfáticos, demonstrando que o recado fora ouvido.  
Através de dados estatísticos e imagens precisas, o especialista demonstrou como, num acidente que pode ser até banal, estando à bexiga cheia, há risco dela
 literalmente 'estourar'. 
Fatos assim, bem demonstrados, são suficientes para, uma vez conhecidos, jamais serem esquecidos. 
Ao informar a platéia atenta sobre a freqüência de atendimentos de urgência para sutura de bexiga derivadas de  acidente de carro percebeu-se rumores e olhares de temor no público em geral.   
A causa mais comum das lesões da bexiga é a contusão (golpe externo), a qual ocorre, sobretudo, devido a acidentes automobilísticos, podendo também decorrer de quedas ou lesões esportivas.
A maioria das rupturas da bexiga ocorre pelo trauma externo e tem como causa principal a bexiga cheia  durante o acidente. 
A bexiga cheia de urina absorve o impacto do golpe externo e não tendo resistência suficiente, explode como um balão de ar. 
Através da fenda que se abre, a urina e o sangue invadem a cavidade peritoneal, onde se encontram os intestinos, podendo provocar uma peritonite química  e infecciosa com enorme dor. 
Os principais sintomas são a presença de sangue na urina e a dificuldade de micção. 
O diagnóstico precoce é importantíssimo, requerendo procedimentos radiográficos para delimitar as lesões e avaliar os escapes de urina.
Human Body - Steve Parker, 1993, Dorling Kindersley Limited.
Portanto, bexiga cheia e acidentes automobilísticos podem ter sérias conseqüências causando desde internações e até mesmo morte.   As lacerações menores requerem internação, pois será necessário tratamento com sondas uretrais para drenar a urina, o que dura entre 7 a 10 dias. 
Nesse tempo, o tecido da bexiga pode cicatrizar sem intervenção.
As lesões maiores com conseqüente descontrole de sangramento ou o extravasamento de grandes volumes de urina para os tecidos  vizinhos podem exigir uma reparação cirúrgica. A sutura de bexiga não é um procedimento trivial. Requer um trabalho delicado em um tecido difícil. 
Complicações podem ocorrer como inflamação da área suturada e até infecções hospitalares, não muito raras em grande  parte dos hospitais.
Entre os riscos de uma lesão grave está uma pressão arterial perigosamente baixa que pode acarretar choque e morte.
Assim, é sempre bom passar no banheiro e esvaziar a  bexiga antes de entrar em qualquer veículo (automóvel, motocicleta, ônibus etc.), pois, se estiver vazia, o risco de rompimento diminui drasticamente. 


Eu já havia divulgado este aviso em 2011, mas é sempre válido postar novamente para aqueles os desavisados.
Informação dessa natureza deve ser repassada, e aqui o boca a boca pode salvar vidas.