sábado, 13 de agosto de 2011

*Parábola contada pelo espírito Joanna de Ângelis*





Parábola contada pelo espírito Joanna de Ângelis
a Divaldo Franco num momento de grande angústia do médium.



Em 1962, Divaldo passou por uma grande provação, ficando

vários dias sem condições de conciliar o sono, hora nenhuma,

o que lhe trouxera constante dor de cabeça.


Numa ocasião, não suportando mais, quando Joanna lhe

apareceu, ele lhe falou:


- Minha irmã, a senhora sabe que eu estou passando por um

grande problema, uma grande injustiça, e não me diz nada?


- Por isso mesmo eu não te digo nada, porque é uma
injustiça. E como é uma injustiça, não tem valor,
Divaldo.
Tu és quem está dando valor e quem dá valor à
mentira, deve sofrer o efeito da mentira.
Porque, se tu sabes que não é verdade, por que estás sofrendo?

Eu não já escrevi por tuas mãos:
“Não valorizes o mal"?


- Não tenho outro conselho a dar-te.


- Mas, minha irmã, pelo menos me diga umas palavras de

conforto moral, porque eu não tenho a quem pedir.


- Então, ela falou:


- Vou dar-te palavras de conforto. Não esperes muito.


- E contou-lhe a seguinte parábola:


“Havia uma fonte pequena e insignificante, que estava

perdida num bosque. Um dia, alguém por ali passando,

com sede, atirou um balde e retirou água, sorvendo-a em

seguida e se foi.
A fonte ficou tão feliz que disse de si para consigo:


- Como eu gostaria de poder dessedentar os viandantes,

já que sou uma água preciosa!


E orou a Deus: - Ajuda-me a dessedentar!


Deus deu-lhe o poder.


A fonte cresceu e veio à borda. As aves e os
animais começaram a sorvê-la e ela ficou feliz.


A fonte propôs:


- Que bom é ser útil, matar a sede. Eu gostaria de pedir a Deus
que me levasse além dos meus limites, para umedecer as raízes
das árvores e correr a céu aberto.


Veio então a chuva, ela transbordou e tomou-se um córrego.
Animais, aves, homens, crianças e plantas beneficiaram-se

dela.


A fonte falou: - Meu Deus, que bom é ser um córrego!


Como eu gostaria de chegar ao mar!


E Deus fez chover abundantemente, informando:


- Segue, porque a fatalidade dos córregos e dos rios é
alcançar o delta e atingir o mar. Vai!


E o riacho tomou-se um rio, o rio avolumou as águas.

Mas, numa curva do caminho, havia um toro de madeira.
O rio encontrou o seu primeiro impedimento.


Em vez de se queixar, tentou passar por baixo,
contornar, mas o toro de madeira cerceava-lhe os passos.

Ele parou, cresceu e o transpôs tranquilamente.


Adiante, havia seixos, pequeninas pedras que ele carregou e

outras inamovíveis, cujo volume ele não poderia remover.


Ele parou, cresceu e as transpôs, até que chegou ao

mar.”

Compreendeste?


- Mais ou menos.


- Todos nós somos fontes de Deus - disse ela. - E como alguém
um dia bebeu da linfa que tu carregavas, pediste para

chegar à borda, e Deus, que é amor, atendeu-te.


Quiseste atender aos sedentos, e Deus te mandou os

Amigos Espirituais para tanto. Desejaste crescer, para

alcançar o mar e Deus fez que a Sua misericórdia te

impelisse na direção do oceano. Estavas feliz. Agora, que

surgem empecilhos, por que reclamas? Não te permitas

queixas.


Se surge um impedimento em teu caminho, cala, cresce,

transpõe-no, porque a tua fatalidade é o mar, se é que

queres alcançar o oceano da Misericórdia Divina.


Nunca mais lamentes a respeito de nada.