sexta-feira, 10 de junho de 2011

*Dr. ADEMAR ADADE*

Dr. ADEMAR ADADE
Ademar Adade, participou desde o início da Faculdade de Direito de Sorocaba, primeiro como Secretário Administrativo e hoje, como Conselheiro. Para mim que me formei na FADI, ela não é a mesma sem ele, não concebo a idéia de entrar na sala da administração e não encontrá-lo.
Além de advogado, esse profissional dotado de uma voz ímpar é apaixonado por rádio, onde trabalhou como locutor, programador, repórter de campo de futebol, fez novelas na rádio Clube de Sorocaba, foi noticiarista, e com toda sensibilidade que lhe é peculiar ainda faz poesia!
Seu livro “Traços de Mim”, lançado em 1.999, com textos selecionados por seus filhos Cristiane Muller Adade e Maurício Muller Adade demonstra a sua “explosão de sentimentos”!
Como tão bem relata Maurício no Prefácio - “como ele conseguiu conciliar com harmonia as diferentes responsabilidades: pai, filho, avô, marido, advogado, locutor, jornalista e amigo”.
Em 1.980, outra amiga e colega querida, Líliam Gusmão, contou ao seu padrinho “Adade” que eu cantava e tocava violão, combinamos então de nos reunirmos no Diretório Acadêmico numa sexta-feira após as aulas para descontrairmos um pouquinho! Outros colegas se juntaram a nós, verdadeiros artistas anônimos, depois os professores, funcionários e assim nasceu a “Noite Boêmica”! Essas reuniões deram frutos e geraram shows dirigidos pelo saudoso Pedro Salomão, então presidente do Clube União Recreativo.
SAUDADES, MUITAS SAUDADES!!!
Abaixo, transcrevo uma das poesias do livro deste amigo querido! Um aperitivo para que aqueles que gostarem, adquiram o seu livro TRAÇOS DE MIM , da Gráfica Cidade, e se deleitem como eu nos “trilhos da emoção”.
QUANDO EU PARTIR
Quando eu partir,
Virá depois de mim
O espectro das sombras viver a vida que não vivi;
Os caminhos novos
Serão os velhos sonhos
Que não realizei;
As mãos que se unirão
No amplexo final
Parecerão amarras que se desatam
E sozinhas se procuram.

Nem choro, nem desespero,
Mas calma de mar tranqüilo
Haverá quando eu partir.

Um regato de lágrimas limpará as lembranças
E me confortarei ao vê-la sorrindo sem amargura.
O rumor leve de folhas despencadas
Pelo vento da saudade
Levará minha imagem de solitário no mundo de tanta gente.

Quando eu partir,
Um pássaro trinará
A sonata do adeus que carreguei por séculos.
Haverá um sol morno de outuno
Aquecendo afetos e acariciando recordações.
Quando eu partir,
Haverá uma lua sorrindo para um sol cansado de esperar.
Haverá um aceno branco,
Uma lágrima azul,
Um suspiro rosa
E uma colorida esperança do reencontro
Onde possamos ser nós mesmo.